alguém pelo amor de deus assanhe o cabelo daquele jornalista da novela das oito. tá vergonhoso, hein? melhor, acho que o autor devia jogar uma boma na redação, matar o repórter, e contratar um galã de verdade. aquele cara no papel não tá ornando. charme que é bom nada.
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ontem de manhã quando acordei
olhei a vida e me espantei
eu tenho mais de vinte anos
e eu tenho mais de mil perguntas
sem respostas
estou ligada num futuro blue
Então que hoje caiu a ficha.
To dormindo mais de dez horas por dia. E, no meu mundo, isso não é tradução de preguiça, das férias em que me encontro, nada disso. Dormir mais de dez horas por dia é um sinal grande de desânimo. Porque, né. Agora, eu tenho 22 anos, um amor que mora longe pra cacete, um curso superior, um outro incompleto, nenhum emprego, e não sei quantos reais negativos na conta. Também tem uma ameaça de ficar sem internet e sem plano de saúde. Minha mãe passou a receber metade do salário e meu pai passou especificamente esse mês em casa, depois de uns dias na uti - o que significa dizer metade do salário também, já que ele vive de comissões.
Já comecei a distribuir currículos e percebi que não tenho bons contatos. Sou ótima com estranhos, mas péssima com semi-conhecidos e conhecidos. Não sei manter vínculos, não sei bem aonde ir. E uma vontade/necessidade de jogar todos os sonhos ali de lado, enquanto resolvo como fazer com as urgências aqui e agora. E eu não to reclamando da vida. To reclamando de mim e dessa precisão de grudar na cama. Ainda mais com toda essa chuva que não pára de cair no Recife.
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Amar é esperar para deitar às 9h, quando se poderia ter deitado às 5h, só para ouvir a melhor voz entre todas as vozes.
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Antes da banca, eu não tinha dúvida se ia ser aprovada ou não. A dúvida, claro, residia na nota. Eu ficava pensando se meus queridos amigos que conseguiram o tal dez nos semestres anteriores iriam sentir vergonha de mim se não houvesse um dez solenemente mencionado pela orientadora, ao final da papagaiada toda.
O dez não veio.
Ok, meus amiguinhos não me rejeitaram e ainda foram pro bar comemorar depois. E eu também não fiquei triste. Dois dez e um nove. O que dá uma média muito simbólica 9,666… Achei que a pessoa do nove tinha motivos para descontar uns décimos, mesmo porque ela não entendeu minha proposta, anyway. Ou seja, dentro da perspectiva dela, era isso mesmo o esperado. E não era a nota dela a que eu tava aguardando ansiosamente. Porque, bem, uma outra pessoa tinha uma importância muito maior. Não teve preço a alegria que eu senti de ser defendida por ela durante o processo. Também achei que fui tão bem durante a defesa e fiz o trabalho com tanta satisfação que eu realmente me senti realizada com o fim deste ciclo - como há muito não me sentia. Sem contar os brindes com cerveja gelada e as asinhas em Seu Lucas. Foi incrível ver que as pessoas simplesmente não tem o que fazer numa quinta-feira ensolarada com greve de ônibus. Inacretivelmente tive um público razoável na banca. Nem preciso dizer que o do bar foi bem maior, né?
Fiquei realmente feliz.
Agora, claro que eu queria esse dez, né?
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“Olha você tem todas as coisas
Que um dia eu sonhei prá mim
A cabeça cheia de problemas
Não me importo, eu gosto mesmo assim
Tem os olhos cheios de esperança
De uma cor que mais ninguém possui
Me traz meu passado e as lembranças
Coisas que eu quis ser e não fui
Olha você vive tão distante
Muito além do que eu posso ter
E eu que sempre fui tão inconstante
Te juro, meu amor, agora é prá valer
Olha, vem comigo aonde eu for
Seja minha amante, meu amor
Vem seguir comigo o meu caminho
E viver a vida só de amor”
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Eu tava preocupada com o nível da conversa até que…
Ariano aparece! HAHAHAHAH
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O que era pra ser apenas uma final da Copa do Brasil acabou virando uma guerra de regiões. E tudo começou naquele jogo náutico x botafogo, onde não só os dirigentes (todos sudestinos) como a imprensa responsável pela cobertura nacional fizeram questão de registrar com animosidade uma confusão entre a polícia e os jogadores botafoguenses.
Aqui, em Pernambuco, a policial responsável pelo caso ganhou destaque nos telejornais, foi até para Ana Maria Braga. Pernambucano é muito, muito bairrista, não há como negar, e depois então daquelas campanhas de Jarbas quando o povo aprendeu a cantar e a gostar do Hino do Estado não tem pra mais ninguém. A gente exagera à beça. Nada mais natural do que defendêssemos a nossa polícia. Certos ou errados. Mas, no caso, a polícia agiu com prudência - e até onde eu sei a pedido do juiz. Se a polícia tivesse de fato agido com violência, onde estão, portanto, os exames de corpo delito, demonstrando toda a tal alardeada agressão? Não faltariam. A regra é clara, como fala aquela gracinha da globo. Foi expulso tem que sair de campo. Não pode ir pra banco de reserva, mané. Também não é de bom tom jogar objetos nos torcedores, quebrar óculos alheios e fazer gestos obscenos para o anfitriões. Menos ainda usar a cor da policial para desqualificá-la. Essa parte saiu pouco. E quando começou a sair, o assunto parou de repercutir na imprensa. Mas só na imprensa. O orkut da policial recebeu dezenas de milhares de mensagens de puro ódio. Frases de cunho preconceituoso não faltaram. Tentaram até tirar o mando de campo do Sport para o jogo de hoje. Não conseguiram, mas coincidentemente um dos principais jogadores voltou ao seu time original, a uma partida da final. Complô? Vergonha alheia de todo mundo.
Então, hoje é o jogo do Sport x Corinthians. Não se fala em outro assunto, a não ser sobre o aniversário do amoreco mais ilustre. A rua tá parecendo final de Copa do Mundo, uma coisa melhor que Brasil x Itália em 94. Estamos todos ainda com o “orgulho de ser nordestino” (aquele mesmo da campanha lançada pelo Bompreço) feridíssimo. Uma indignação sem tamanho. Como eu falei no início, é mais do que um jogo. É uma guerra em prol da honra. Apesar disso, eu só espero que a Ilha do Retiro continue sendo um campo de futebol e não um campo de guerra. E, claro, como toda rubro-negra (recifense, pernambucana, nordestina) to torcendo demais para que o Sport seja campeão. Mais do que isso. Espero que a gente se comporte como tal, independentemente do resultado.
“Vídeo mostra ameaça de torcedor corintiano“
“Torcedores corintianos interditam Avenida Boa Viagem“
“Aureliano avisa que não vai admitir vândalos forçando a entrada“
É muita vergonha alheia da humanidade, deus do céu.
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enquanto o submundo do tcc me absorvia, perdi três temas que gostaria de ter comentado - ou, no mínimo, ter ficado bem informada sobre.
- a confusão do jogo do náutico e botafogo, traduzido em preconceito regional.
- os soldados do exército, traduzido em homofobia.
- o PM agredido na Augusta, traduzido em preconceito racial, entre outras nominações.
Ando amargando um pessimismo com a humanidade que eu não to dando conta de disfarçar. Mas nada, nada me deixa tão assustada quanto essa nossa incapacidade de lidar com a diversidade, com o diferente. Eu entendo que não se goste disso ou daquilo, mas daí a transformar em ódio gratuito não entra na minha cabeça. Eu não tenho muito a elaborar de tão abismada que eu fico. Porque eu simplesmente não entendo. Você pode me dar mil justificativas e eu vou continuar com essa cara de interrogação. Eu não entendo.
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