Feeds:
Posts
Comentários

Azul

Adoro a fase azul de Picasso. Acho que é minha preferida. Não pela parte estética, porque a arte não é só a estética em si, né? É o que ela provoca (Perdoem o uso leviano do conceito ‘estética’). E por isso, a fase azul. Tudo o que está ali pintado me provoca. Fico triste, me sinto só, tenho arrepios de morte. Picasso atingindo seus objetivos.

Tudo isso pra falar que, dentre os quadros da fase azul, tinha um que eu bem não ligava: Retrato de Suzanne Bloch. Até, claro, ficar frente-a-frente com ele no Masp. Antes eu achava que Suzanne era meio enjoada. A boca se sobressai demais nas reproduções. Aliás, as reproduções não conseguem transmitir o essencial. O olhar de Suzanne não é reproduzido nas foto. E de indiferente, sentei no banquinho, bem em frente à Suzanne, e comecei a pensar nela, inventando histórias e sentimentos – inclusive, uma amizade fictícia, onde eu a abraçava.

Pois é. Eu sou uma pessoa bregamente sensível.

De volta ao mundo dos blogs – o que me parece absolutamente démodé.

Pela primeira, depois de quase dez blogs, recomeço sem nenhum projeto, sem fazer idéia do que escrever, sem saber que cara esse espaço vai ter.

Talvez se ja só saudade :~

Poetomancia

“Hay un viejo juego, que yo sigo practicando con resultados que me asombran, que es lo que alguien llamó la “poetomancia”. O sea, tomar un libro de poemas, cualquier libro de poemas, cerrar los ojos, abrirlos y poner el dedo en un verso y leer ese verso; es impresionante la cantidad de veces que en mi caso, el verso en el que caigo me ilumina un futuro inmediato o me aclara un pasado o me muestra cuál es mi presente, entonces ¡cómo no creer en el poder del lenguaje! cuando ese simple juego se vuelve una cosa seria.”

Cortazar